domingo, 24 de abril de 2011

ETAPA III – a dramaturgia se amplia

“O Presente”, “A Cura” e  “História do Rio” são os títulos provisórios da dramaturgia construída a partir dos elementos trazidos pelos atores-pesquisadores em suas observações, vivências e experimentações nas ruas. Dos três textos surgidos da pesquisa Paralelas do Tempo: A Teatralidade do “não-ser”, apenas "História do Rio" ainda está em fase de finalização 

Em “O Presente”, duas mulheres expressam tudo o que elas são, o que sentem e vivem a verdade crua todos os dias.

MULHER 1-        Pronto. Chega disso. É por isso que não gosto de ficar ouvindo música, a gente acaba fingindo que não tá vendo nada, que tá tudo bem. Que saco isso. A vida não é nada disso.

MULHER 2-        A vida é só isso. Uma música que a gente toca e só muito tempo depois é que a gente escuta.

MULHER 1-        Pois meu coração não sabe cantar não. Eu canto mesmo é quando meto o pé todo dia nesse chão quente. Nesse mormaço de queimar a vista e o juízo da gente, procurando no lixo um pedaço de pão prá comer. Isso Ele não vê né...

MULHER 2-        Da fumaça dos carros sufocando a gente, da chuva molhando tudo... blá blá blá... já sei de cor o que tu vai dizer. Nem precisa mais falar.

MULHER 1-        E não é não?

No texto “A Cura”, um diálogo entre a sanidade e insanidade de si mesmo. Questionamentos sobre o tempo interno de cada um e sobre a invisibilidade de pessoas que convivem em espaços comuns e que insistimos em não ver.

“Todo mundo tem um pedaço invisível por dentro, um pedaço que não ouve a gente, mas que a gente tá sempre ouvindo”.

“Eu, você e o tempo. Será que tem como voltar?”



Para saber mais sobre a Cia. Fiandeiros de Teatro, acesse: http://www.fiandeiros.com.br/

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