Nesta sexta-feira, 17 de dezembro de 2010, as 19h, será aberta a exposição fotográfica A TEATRALIDADE DO NÃO SER, ação que faz parte da pesquisa Paralelas do Tempo, da Companhia Fiandeiros.
Na ocasião haverá um debate com a presença da psicológa Cintia Albuquerque que desenvolve pesquisa com moradores de rua a partir de seu trabalho junto ao IASC.
A entrada é gratuita!
A psicológa Cintia Albuquerque, convidada para participar de nosso debate neste dia, nos proporcionou uma rica conversa a respeito de sua experiência com o trabalho que desenvolveu no IASC junto ao público de moradores de rua. Durante sua fala, que se transformou num interessante bate-papo e troca de experiências entre os participantes, expôs o caminho percorrido para realizar sua pesquisa que resultou no livro "Loucos nas ruas: um estudo sobre o atendimento à população de rua adulta em sofrimento psíquico na cidade do Recife". Segue algumas imagens deste dia.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
ETAPA I – histórias de vida
Ainda nesta primeira etapa, os atores-pesquisadores realizaram entrevistas com pessoas que moram nas ruas.
Nessas conversas escutaram muitas histórias, relatos, desabafos.
Histórias de seres humanos.
Nessas conversas escutaram muitas histórias, relatos, desabafos.
Histórias de seres humanos.
Em breve algumas dessas histórias serão compartilhadas aqui. Aguardem!
Para conhecer mais sobre a Cia Fiandeiros:
ETAPA I – filmes - ILHA DAS FLORES
ILHA DAS FLORES, de Jorge Furtado, 1989
Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta-metragem escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho. (http://video.google.com/videoplay)
Este documentário trouxe à tona questionamentos sobre os valores humanos, Qual o valor do lixo para quem vive do lixo? NA metáfora de “ser tratado como animal”, qual o lugar das relações humanas e como lidamos com os animais? Que valores atribuímos aos que são “tratados como animais?”
ETAPA I – filmes - A LIGA
A LIGA, Programa A Liga da Rede Bandeirantes, 2010
Documentário de TV, com Rafinha Bastos, Thaide, Débora Villalba e Rosanne Mulholland, programa abordou alguns casos de moradores das ruas de SP e RIO.
De que forma somos vistos? De que forma vemos? E como conviver com essa realidade, a deles e a nossa? Com receios, medos e desconfianças... Buscando o que há de humano nessa realidade podemos compreender a nossa visão sobre ela. Admitimos a vergonha que temos dessa realidade? Há identificação com esse universo? Até que ponto?
ETAPA I – filmes - A MARGEM DA IMAGEM
A MARGEM DA IMAGEM, de Evaldo Mocarzel, 2003
O filme em curta-metragem mostra a sobrevivência, o estilo de vida, a cultura e o cotidiano dos moradores de rua do município de São Paulo, principalmente na região central. Nesta área, os moradores de rua têm acesso a produtos e materiais descartados pelos escritórios, bancos e estabelecimentos comerciais. Com esses restos, a população de rua vem criando uma “arquitetura” e uma cultura própria que, ao mesmo tempo, expressam sua identidade e uma forma de resistência a partir de métodos alternativos e espontâneos de viver numa grande cidade. O filme revela temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura, religiosidade, espaços públicos contemporâneos, degradação urbana, identidade, alteridade, cidadania e, como sugere o próprio título, o roubo da imagem dessas comunidades, promovendo assim uma discussão ética dos processos de estetização da miséria. (http://www.spfilmes.com.br/curtas.aspx?Node=18)
Qual a nossa visão sobre os moradores das ruas? O que pensam os que não moram nas ruas sobre os que moram nas ruas? A imagem (física) X a imagem (idéia) dos moradores de rua, como as vemos? Parecem loucos? Estão fora do nosso padrão? Ficamos em nosso mundo e não enxergamos além? Essas e outras questões foram levantadas durante o debate pós-filme que foi muito rico pelas contribuições dos nossos convidados.
ETAPA I – filmes - A MARGEM
A MARGEM, de Ozualdo Candeias, 1967
Inspirado em acontecimentos reais publicados em jornais popularescos, o filme aborda o dia-a-dia da população pobre que vive às margens do Rio Tietê através das experiências de quatro personagens.
Interessante observar que o enredo do filme, dois casais e relações amorosas que não se completam, serve como pretexto para discussões mais complexas como o universo das pessoas que vivem marginalizadas, que vivem invisíveis, objeto de nossa pesquisa, mostrados através de personagens onde encaram os papéis dos pobres, das prostitutas, dos trabalhadores humildes, dos pedintes. Algumas palavras saltaram para reflexão, como solidão, loucura, desejo, solidariedade, tristeza, desencanto, sofrimento, disputa, sensualidade, clichês, desespero, morte, não só como pertencentes ao espaço do filme, como também ao universo pesquisado pelo grupo.
ETAPA I – filmes - ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, de Fernando Meireles, 2008
Viver o caos, o humano, o limite. Nos coloca em situação de cegueira. Uma cegueira social abordada por Saramago (assim como em grande parte de sua obra). É como se “Deus” colocasse o ser humano à prova, na estaca zero, na condição bruta, na essência, para poder conhecer um lado do humano que provavelmente não veríamos se estivéssemos em condições “normais”. Reflexão: porque precisamos desse estado para poder enxergar a essência? O que tem no humano que bloqueia nossa capacidade de enxergar o humano como ele é? Poder? Status? Condição social?
ETAPA I – filmes - ESTAMIRA
ESTAMIRA, de Marcos Prado, 2005
Estamira conta a história de uma mulher de 63 anos que sofre de distúrbios mentais e vive e trabalha a mais de 20 anos no Aterro Sanitário do Jardim Gramacho, um local renegado pela sociedade, que recebe diariamente mais de oito mil toneladas de lixo, produzido no Rio de Janeiro. Com um discurso eloquente, filosófico e poético, a personagem central do documentário levanta de forma íntima questões de interesse global, como o destino do lixo produzido pelos habitantes de uma metrópole e os subterfúgios que a mente humana encontra para superar uma realidade insuportável de ser vivida. (http://www.estamira.com.br/)
Este filme nos coloca inúmeros questionamentos sobre o que é “normal”, quem é normal? Sobre vida, morte, Deus, amor, família. Sua vida sofrida com decepções amorosas, fracassos, abandono, traição, violência, isso nos é familiar? É diferente de nós?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
ETAPA I - leituras
A partir de hoje realizaremos uma série de postagens sobre a primeira etapa de nossa pesquisa Paralelas do Tempo: A Teatralidade do “Não Ser”.
Nesta primeira fase, o grupo realizou uma série de atividades que balizou a pesquisa nos aspectos teóricos abrindo ainda espaço para momentos de discussão com pessoas de outras áreas que contribuíram em debates e conversas sobre o universo pesquisado.
Um dos primeiros exercícios da pesquisa foi o contato com algumas publicações. Entramos em contato com o livro ANJOS DAS RUAS, de Edvaldo Arlego e em seguida realizamos entrevista com o autor. O livro faz parte de uma trilogia que tem como ponto comum um único personagem central. ANJOS DAS RUAS é uma obra de ficção escrita a partir de uma pesquisa desenvolvida pelo escritor sobre os moradores de Rua. Durante a entrevista ele nos relata como foi o processo de coletas de informações, sua metodologia, simples procurando não ser invasiva, suas investidas e as diversas histórias que encontrou na vida dessas pessoas cujo universo é a rua. (ANJOS DAS RUAS. Edvaldo Arlego. Recife: Edições Edificantes, 2006.)
Outra obra pesquisada, igualmente seguida de entrevista com o autor, foi HOMENS INVISÍVEIS, de Fernando Braga Costa. Durante cerca de dez anos, Fernando estudou as questões de invisibilidade e experienciou viver como gari nas ruas de São Paulo como parte de sua pesquisa durante toda sua vida acadêmica resultando nesta publicação onde relata suas vivências e coloca questões sobre humilhação e invisibilidade social. (HOMENS INVISÍVEIS: RELATOS DE UMA HUMILHAÇÃO SOCIAL. Fernando Braga da Costa. São Paulo: Editora Globo, 2004. 254 p. ISBN: 8525038911.)
Ainda no segmento das leituras, destacamos a leitura de um artigo discutido pelo grupo. (IN)VISIBILIDADE SOCIAL: O JOGO DRAMÁTICO ENTRE VISIBILIDADE E INVISIBILIDADE DOS ATORES SOCIAIS, de Gilson Rodrigues, Bolsista do PET/CS/UFRN. No artigo, o autor aborda os conceitos de invisibilidade social, referindo-se ao ser humano como sujeito e não limitando ao conceito de indivíduo. A partir dessas reflexões sobre as situações sociais, as relações de invisibilidade e alteridade confirmamos que esta pesquisa, essencialmente artística, tem a necessidade de observar o lado humano dessas pessoas, isso nos dá a oportunidade de enxergar a nós mesmos e pode ser considerado como um significativo passo para cada um envolvido neste trabalho, como ser humano em sua inteireza.
Para saber mais sobre a Companhia Fiandeiros, acesse: http://www.fiandeiros.com.br
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
PARALELAS DO TEMPO - A TEATRALIDADE DO “NÃO SER”
A Companhia Fiandeiros de Teatro tem como objetivo estruturar o seu trabalho a partir de investigações que aprofundem sua relação com o fenômeno Teatral. Ao longo dos anos, criou um repertório de espetáculos com base em estudos no campo da poética, da dramaturgia pernambucana, do Teatro para Infância e Juventude, da musicalização e dos desdobramentos da interpretação do ator, específicos para cada montagem levada à cena.
Como proposta para sua quarta pesquisa, a Companhia Fiandeiros busca através do tema: Paralelas do tempo - A teatralidade do "não ser", dialogar com os conceitos de vida e morte, criador e criatura, humano e divino, construídos a partir da visão de mundo das pessoas consideradas invisíveis pela nossa sociedade, buscando a teatralidade na essência do universo das ruas do Recife.
Desta forma, o "ser marginal", o "tornar-se invisível", "o não ser" no sentido do não existir como um ser pleno de possibilidades, será a matéria-prima para as discussões, possibilitando o aprofundamento de questões como: De que forma, nas pessoas pesquisadas, se encontra a expressão do divino? Sob que ponto de vista a sociedade é vista por essas pessoas? Que relação há entre o ritmo interior desses indivíduos e o ritmo urbano? O desafio da pesquisa será buscar a teatralidade nas respostas dessas questões para levar à cena não apenas um mapa social da cidade, mas o questionamento sobre nossa própria invisibilidade em diferentes graus de exclusão social.
Desde Junho de 2010, a Companhia Fiandeiros tem se reunido para sistematizar e realizar as atividades da pesquisa: Paralelas do Tempo - A Teatralidade do “Não Ser”, viabilizada através do incentivo do FUNCULTURA – 2009. No trabalho, 06 pesquisadores, 01 coordenador da pesquisa, 01 registrador e 01 estagiária, debatem, registram e entrevistam para instrumentalizar seus relatórios mensais e seus futuros experimentos de cena.
A pesquisa seguirá até março de 2011 e poderá ser acompanhada pelo público através do nosso site.
Como proposta para sua quarta pesquisa, a Companhia Fiandeiros busca através do tema: Paralelas do tempo - A teatralidade do "não ser", dialogar com os conceitos de vida e morte, criador e criatura, humano e divino, construídos a partir da visão de mundo das pessoas consideradas invisíveis pela nossa sociedade, buscando a teatralidade na essência do universo das ruas do Recife.
Desta forma, o "ser marginal", o "tornar-se invisível", "o não ser" no sentido do não existir como um ser pleno de possibilidades, será a matéria-prima para as discussões, possibilitando o aprofundamento de questões como: De que forma, nas pessoas pesquisadas, se encontra a expressão do divino? Sob que ponto de vista a sociedade é vista por essas pessoas? Que relação há entre o ritmo interior desses indivíduos e o ritmo urbano? O desafio da pesquisa será buscar a teatralidade nas respostas dessas questões para levar à cena não apenas um mapa social da cidade, mas o questionamento sobre nossa própria invisibilidade em diferentes graus de exclusão social.
Desde Junho de 2010, a Companhia Fiandeiros tem se reunido para sistematizar e realizar as atividades da pesquisa: Paralelas do Tempo - A Teatralidade do “Não Ser”, viabilizada através do incentivo do FUNCULTURA – 2009. No trabalho, 06 pesquisadores, 01 coordenador da pesquisa, 01 registrador e 01 estagiária, debatem, registram e entrevistam para instrumentalizar seus relatórios mensais e seus futuros experimentos de cena.
A pesquisa seguirá até março de 2011 e poderá ser acompanhada pelo público através do nosso site.
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