A MARGEM, de Ozualdo Candeias, 1967
Inspirado em acontecimentos reais publicados em jornais popularescos, o filme aborda o dia-a-dia da população pobre que vive às margens do Rio Tietê através das experiências de quatro personagens.
Interessante observar que o enredo do filme, dois casais e relações amorosas que não se completam, serve como pretexto para discussões mais complexas como o universo das pessoas que vivem marginalizadas, que vivem invisíveis, objeto de nossa pesquisa, mostrados através de personagens onde encaram os papéis dos pobres, das prostitutas, dos trabalhadores humildes, dos pedintes. Algumas palavras saltaram para reflexão, como solidão, loucura, desejo, solidariedade, tristeza, desencanto, sofrimento, disputa, sensualidade, clichês, desespero, morte, não só como pertencentes ao espaço do filme, como também ao universo pesquisado pelo grupo.

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