A MARGEM DA IMAGEM, de Evaldo Mocarzel, 2003
O filme em curta-metragem mostra a sobrevivência, o estilo de vida, a cultura e o cotidiano dos moradores de rua do município de São Paulo, principalmente na região central. Nesta área, os moradores de rua têm acesso a produtos e materiais descartados pelos escritórios, bancos e estabelecimentos comerciais. Com esses restos, a população de rua vem criando uma “arquitetura” e uma cultura própria que, ao mesmo tempo, expressam sua identidade e uma forma de resistência a partir de métodos alternativos e espontâneos de viver numa grande cidade. O filme revela temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura, religiosidade, espaços públicos contemporâneos, degradação urbana, identidade, alteridade, cidadania e, como sugere o próprio título, o roubo da imagem dessas comunidades, promovendo assim uma discussão ética dos processos de estetização da miséria. (http://www.spfilmes.com.br/curtas.aspx?Node=18)
Qual a nossa visão sobre os moradores das ruas? O que pensam os que não moram nas ruas sobre os que moram nas ruas? A imagem (física) X a imagem (idéia) dos moradores de rua, como as vemos? Parecem loucos? Estão fora do nosso padrão? Ficamos em nosso mundo e não enxergamos além? Essas e outras questões foram levantadas durante o debate pós-filme que foi muito rico pelas contribuições dos nossos convidados.

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